O dividendos do setor imobiliário se destaca em 2025 como um dos maiores pagadores da bolsa, impulsionado pela antecipação de distribuições antes da nova tributação que começa em 2026.
Anticpação dos dividendos do setor imobiliário antes da tributação de 2026
O setor imobiliário brasileiro está movimentando um volume alto de dividendos em 2025, graças à antecipação das distribuições feitas pelas empresas antes da nova regra de tributação. A partir de 2026, a lei 15.270 passa a cobrar 10% de imposto sobre dividendos que superem R$ 50 mil por mês, motivando companhias a pagarem seus proventos neste ano para evitar a taxação.
Esse movimento resultou em dividend yields notáveis, com algumas empresas do setor alcançando valores acima de 10% em dezembro de 2025. Por exemplo, a Even registrou 10%, e Direcional e Lavvi ficaram próximas dos 9%. No segmento de shoppings, a HBR destacou-se com um yield de 28%, mesmo que seu pagamento esteja parcelado até 2028.
Impacto da antecipação nos investidores e empresas
Para os acionistas, essa antecipação é uma oportunidade de receber dividendos livres de imposto, aumentando o retorno líquido. Para as empresas, esse cenário ampliou a necessidade de capitalização, levando algumas a emitir ações como forma de distribuir lucros sem impacto imediato no caixa, o que permite vantagens fiscais para futuros movimentos financeiros.
Essa prática não só protege o investidor da nova tributação sobre dividendos, como também cria espaço para ajustes futuros nas estruturas de capital das companhias, como a redução de capital. O saldo ruim para os investidores que não aproveitaram essa janela é o aumento do imposto a partir de 2026, o que deve influenciar decisões de investimento no setor imobiliário daqui para frente.