Poucos minutos após renovar máxima histórica e ultrapassar os 165 mil pontos nesta quarta-feira (5), o Ibovespa sofreu uma reviravolta no humor dos investidores.
Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira despencava 1,25%, sendo negociado aos 162.399 pontos, sua mínima intradia até o momento. Apenas quatro ações seguiam em alta, diante de um mercado que virou para o negativo de forma brusca.
Ao mesmo tempo, o dólar à vista disparou: após atingir mínima de R$ 5,29, a moeda norte-americana saltou para R$ 5,45, com alta de 2,15%, também na máxima intradia.
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O que aconteceu com o Ibovespa?
A forte reação negativa veio logo após a divulgação de uma notícia com potencial político explosivo. Segundo informações do portal Metrópoles, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve indicar o senador Flávio Bolsonaro (PLI) como seu candidato à presidência da República nas eleições de 2026.
A notícia pegou o mercado de surpresa e acendeu um alerta vermelho entre os investidores, reacendendo temores de uma eleição polarizada, instabilidade institucional e incertezas econômicas.
Como reação imediata, houve forte aversão ao risco, com fuga de capital para ativos de proteção, como o dólar, e vendas generalizadas na bolsa.
Reação nos mercados
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Ibovespa: -1,25% (13h30), aos 162.399 pontos
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Dólar à vista: +2,15%, cotado a R$ 5,45
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Ações em alta: Apenas 4 das 86 principais ações do índice
A brusca virada derrubou papéis que vinham liderando os ganhos nos últimos dias, como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos. O setor de commodities e financeiro foi um dos mais penalizados.
Analistas apontam cautela
Segundo operadores de mercado ouvidos pelo Seu Dinheiro, o movimento de hoje mostra o quão sensível o mercado está ao cenário político. Com as eleições presidenciais se aproximando e incertezas fiscais ainda no radar, o Ibovespa pode viver uma fase de maior volatilidade até que o ambiente político-eleitoral se defina melhor.