O Ibovespa atinge maior recorde histórico nesta sexta-feira, impulsionado por fortes altas em bancos, estabilidade na Petrobras e dados positivos do mercado de trabalho brasileiro. Saiba como as principais ações e indicadores influenciaram esse desempenho.
Ibovespa registra novo recorde e movimentações das principais ações
O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,45%, atingindo 159.072 pontos, seu maior recorde nominal da história. Durante a sessão, o índice chegou a quase 160 mil pontos, mostrando a confiança dos investidores no mercado brasileiro. Essa alta consolidou a quarta alta mensal consecutiva, com ganhos de 6,37% no mês, impulsionada principalmente pelos papéis dos setores financeiro e de commodities.
Entre as ações que mais chamaram atenção, destacam-se Petrobras, que registrou queda de 2% após divulgar seu Plano de Negócios para 2026-2030. Apesar da baixa, a petroleira garantiu investimentos de US$ 109 bilhões para os próximos cinco anos, reforçando seu papel no mercado nacional. Já os bancos, como BTG Pactual e Itaú, apresentaram fortes valorizações acima de 2%, com projeções positivas dos analistas e anúncios de dividendos bilionários.
Dividendos e Reações do Mercado
A Vale também teve destaque com o anúncio de R$ 15,3 bilhões em dividendos extraordinários, provocando valorização mesmo com queda do minério de ferro na China. As ações da mineradora passaram a ser negociadas “ex-dividendos” a partir de 12 de dezembro, atraindo investidores em busca de rendimento.
No entanto, nem todas as ações tiveram desempenho positivo. Assaí teve queda superior a 6%, influenciada pela compra de participação da família Muffato e pelo rebaixamento da recomendação pelo Citi. Hapvida também enfrentou baixa expressiva de 6%, afetada por revisões negativas e pessimismo do mercado.
Impacto dos Dados Econômicos e do Mercado Externo
Os resultados do mercado interno foram impactados pelos dados do IBGE que revelaram a menor taxa de desemprego da história, em 5,4%. Isso ajudou a manter a confiança dos investidores no cenário local, mesmo que haja sinais de desaceleração no emprego formal segundo especialistas do Itaú BBA e Goldman Sachs.