Impostos pagos pelo Nubank chamam atenção ao superar grandes bancos tradicionais em 2025. A fintech lidera o pagamento de imposto de renda e contribuições para o governo, gerando controvérsia no mercado financeiro.
Nubank se destaca como maior pagador de impostos entre bancos e fintechs em 2025
O Nubank surpreendeu o mercado financeiro ao se tornar o maior pagador de impostos entre bancos e fintechs em 2025. Segundo dados auditados, a fintech pagou R$ 8,22 bilhões em Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse valor supera o recolhido por bancos tradicionais como Santander, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.
Além do valor total, o Nubank apresenta uma taxa efetiva de impostos de 31%, a mais alta entre as instituições financeiras brasileiras. Em comparação, o Santander tem 9,6%, o Itaú 14,2%, o Bradesco 8,4% e o Banco do Brasil, notavelmente, apresenta uma taxa negativa de -40,7%. Isso mostra a eficiência tributária e o impacto da fintech no cenário fiscal do país.
Contexto da disputa tributária entre fintechs e bancos
A briga sobre quem paga mais impostos entre bancos tradicionais e fintechs tem ganhado destaque nos últimos meses. O Nubank destaca que, apesar de a alíquota nominal da CSLL ser menor para as fintechs, a taxa efetiva que elas pagam já é maior. Isso ocorre porque as fintechs não possuem os mesmos benefícios tributários que os bancos.
Por outro lado, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defende que bancos pagam uma alíquota nominal de 45% de CSLL, enquanto fintechs pagam entre 34% e 40%, dependendo do tipo de operação. A Febraban defende um tratamento tributário igualitário para evitar distorções que possam afetar a concorrência no setor financeiro.