Ações das distribuidoras de combustíveis destacam-se com fortes altas no Ibovespa nesta quinta-feira, impulsionadas por uma megaoperação contra o Grupo Refit e o combate à informalidade no setor. Esse movimento pode indicar um novo patamar para o mercado em 2026. Quer entender o que está motivando esse avanço?
Operação Poço de Lobato impulsiona ações das distribuidoras de combustíveis no Ibovespa
A Operação Poço de Lobato mobilizou grandes órgãos públicos para combater fraudes e práticas ilegais no setor de combustíveis. Com 190 alvos, a ação acusou o Grupo Refit e outras empresas de causarem prejuízo de R$ 26 bilhões à Receita Federal. Esse movimento gerou reação positiva no mercado, com as ações das distribuidoras alcançando altas expressivas no Ibovespa.
Na quinta-feira, as ações da Raízen subiram 3,7% chegando a R$ 0,84, liderando o IBOV. Vibra Energia (VBBR3) avançou 2,08%, enquanto Ultrapar (UGPA3) teve ganho de 1,22%. Especialistas destacam que o combate à informalidade no setor pode elevar o volume de negócios e melhorar margens até 2026, criando um cenário mais estruturado para essas empresas.
A operação envolveu várias entidades, como Receita Federal, Ministério Público e secretarias da Fazenda, reforçando o esforço conjunto para combater irregularidades. Além de multas e interdições, como a da refinaria de Manguinhos, a investigação identificou uso de fintechs e fundos de investimento no esquema. Isso preocupa, mas também abre caminho para um mercado mais transparente.
Analistas do Bradesco BBI acreditam que a valorização recente das ações se deve à expectativa de crescimento acima da média do setor. Eles apontam que o múltiplo preço/lucro (P/L) das ações da Vibra e Ultrapar deve alcançar cerca de 10 vezes em 2026, sugerindo revisões positivas nas projeções do mercado. Porém, ressaltam riscos ligados à possível retomada da Refit, que pode pressionar preços e margens.