As ações do setor de educação tiveram um movimento positivo nesta quarta-feira, impulsionadas pelas recentes mudanças regulatórias no ensino a distância anunciadas pelo MEC. A flexibilização das regras na carga horária presencial dos cursos vem gerando expectativa entre investidores e analistas na B3.
Mudanças no ensino a distância trazem otimismo para ações do setor de educação
As mudanças recentes no ensino a distância (EAD) provocaram otimismo entre os investidores que acompanham as ações do setor de educação. A portaria do MEC, divulgada em maio, permite que as avaliações presenciais sejam incluídas na carga horária presencial dos cursos, com um limite de até 5%. Essa novidade ajuda as instituições a planejarem melhor as atividades presenciais sem a necessidade de aumentar muito o tempo presencial do aluno.
Empresas como Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3), Ânima (ANIM3) e Ser Educacional (SEER3) registraram altas relevantes na bolsa após o anúncio. A Cogna, por exemplo, subiu 1,31%, alcançando R$ 3,88, enquanto a Ânima teve um avanço de 3,06% a R$ 3,71. Essa reação positiva reflete a confiança dos investidores na capacidade dessas companhias de se adaptarem melhor ao novo marco regulatório.
Impactos positivos para as companhias maiores
Segundo analistas do UBS BB liderados por Andre Salles, as mudanças trazem maior flexibilidade para as instituições cumprirem os requisitos de atividades presenciais nas três modalidades de ensino: EAD, semipresencial e presencial. Para os players maiores, o impacto é limitado, mas favorável, uma vez que reforça a posição competitiva dessas companhias frente a concorrentes menores.
O Itaú BBA também destaca que a inclusão das provas como parte da atividade presencial reduz a necessidade de outras atividades, como aulas práticas, nos cursos a distância. Isso pode diminuir custos operacionais e simplificar a organização dos cursos, o que é visto como um ponto positivo para o mercado e para os investidores.