O cenário das ações Banco do Brasil e dividendos Axia traz uma visão do momento difícil enfrentado pelo BBAS3 e o destaque positivo da Axia Energia, que vem surpreendendo investidores no mercado brasileiro.
Análise dos resultados e desafios do Banco do Brasil e perspectivas para Axia Energia e Hapvida
O Banco do Brasil (BBAS3) teve um trimestre difícil em 2025. O lucro líquido ajustado caiu 60%, chegando a R$ 3,8 bilhões no 3T25. Essa foi a terceira queda seguida, encerrando uma sequência de 16 trimestres de crescimento. A inadimplência subiu para 4,93%, afetando principalmente o agronegócio, com taxa de 5,34%. Pequenas e médias empresas apresentaram inadimplência ainda mais alta, de 10,25%, mais do que o dobro da média do banco.
Com esses números, o banco sofreu impacto no Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e perdeu posição entre os concorrentes. O Citi, antes otimista, mudou sua recomendação para neutra e prevê recuperação somente a partir de 2026. Já a Hapvida (HAPV3) exibiu lucro líquido de R$ 338 milhões, alta de 4,1%, mesmo com queda de 2,1% no Ebitda ajustado e aumento dos custos médicos, que pressionam as margens.
Corretoras reduziram as projeções para a Hapvida, com o preço-alvo cortado pela metade pelo Bradesco BBI. Ainda assim, parte do mercado vê potencial na empresa, que tem valuation descontado, benefício fiscal pós-fusão e programa de recompra expressivo de ações. No caso da Axia Energia (AXIA6), antiga Eletrobras, os avanços operacionais são destaque, incluindo gestão eficiente da dívida e investimentos em geração e transmissão de energia.
A empresa também surpreende na distribuição de dividendos, com anúncios acima de R$ 4 bilhões no 3T25 e possibilidade de pagamentos extras. Analistas da Empiricus apontam a Axia como uma das melhores ações para dividendos em 2025. Em suma, enquanto o Banco do Brasil enfrenta desafios, Axia e Hapvida apresentam cenários diferentes, mas que merecem atenção dos investidores.