As queda das ações da Hapvida chamou a atenção do mercado financeiro nesta quinta-feira. Os papéis da operadora de saúde despencaram mais de 40% após a divulgação de resultados trimestrais abaixo das expectativas, despertando dúvidas sobre a recuperação da empresa.
Hapvida lidera perdas no Ibovespa com queda superior a 36% após resultados fracos do 3T25
As ações da Hapvida (HAPV3) tiveram uma forte queda nesta quinta-feira, chegando a recuar mais de 40% logo após a abertura do mercado. Esse movimento ocorreu em resposta aos resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, que ficaram abaixo das expectativas dos investidores e analistas. O papel chegou a entrar em leilão duas vezes devido à oscilação máxima permitida pela B3.
O balanço revelou um lucro líquido de R$ 338 milhões, alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o Ebitda ajustado caiu 2,1%, totalizando R$ 746,4 milhões, e houve uma queima de fluxo de caixa livre de R$ 51,9 milhões. Além disso, a receita líquida cresceu 6%, alcançando R$ 7,8 bilhões, mas a taxa de sinistralidade subiu para 75,2%, refletindo aumento nos custos médicos.
Os analistas do BTG Pactual classificaram os resultados como “muito fracos”, destacando a combinação de margens pressionadas, fluxo de caixa negativo e despesas maiores, principalmente em SG&A (vendas, gerais e administrativas). A expectativa de alta nas margens para o próximo ano foi reduzida, pois os desafios atuais parecem persistir, como custos com novos hospitais.
Outros bancos e corretoras, como Ágora Investimentos e Citi, também revisaram suas projeções, adotando postura mais cautelosa diante dos números. O Citi apontou que o Ebitda ficou 29% abaixo do esperado, afetando negativamente a visão sobre a empresa no curto prazo. Assim, a queda das ações da Hapvida reflete incertezas importantes sobre a recuperação operacional da companhia.