Falência da Oi: Bradesco e Itaú recorrem à Justiça para suspender decisão

Após falência da Oi ser decretada, Bradesco e Itaú entram com recurso pedindo reversão da decisão. Entenda os impactos
falência da Oi

A recente falência da Oi (OIBR3), decretada na última segunda-feira (10), ainda está longe de um desfecho. Dois dos maiores do país, () e Itaú (ITUB4), entraram com recursos judiciais pedindo a suspensão da da operadora de . Ambos alegam que a medida trará prejuízos irreparáveis para credores, consumidores e para o próprio setor.

Por que Bradesco e Itaú pedem a reversão?

Segundo reportagem do Valor Econômico e Broadcast, o Bradesco afirma que a falência da Oi não é a alternativa mais eficiente para ressarcir os credores. O banco ressalta que a companhia presta serviços essenciais e sua quebra coloca em risco a continuidade desses serviços, além de prejudicar diretamente os envolvidos no processo.

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Já o Itaú reforça que a manutenção da recuperação judicial é mais adequada. O banco acredita que a falência pode gerar danos ainda maiores, especialmente no que diz respeito à relação com os clientes e fornecedores da operadora. Além disso, a instituição solicitou à Justiça o afastamento da atual gestão da Oi, sugerindo que a administração do grupo seja repensada.

Relembre o caso

A falência da Oi foi determinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após a operadora enfrentar insolvência considerada irreversível. A decisão transformou o segundo processo de da companhia em quebra definitiva.

Na visão da magistrada, a operadora já apresentava sinais claros de colapso financeiro e não conseguia mais cumprir compromissos com os credores, tampouco sustentar suas operações de forma autônoma. “A Oi é tecnicamente falida”, afirmou a juíza no despacho.

Mesmo com o decreto de falência, a Justiça permitiu que a empresa continue operando temporariamente, sob a administração da Preserva-Ação, entidade nomeada como administradora judicial.

Prejuízo bilionário e impacto no mercado

A da Oi se agravou ao longo de 2025. No segundo trimestre, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 835 milhões, revertendo o lucro contábil de R$ 15 bilhões obtido no mesmo período de 2024, fruto de operações extraordinárias. A forte queda nas (OIBR3 e OIBR4) e o risco de interrupção de serviços levaram grandes credores a pressionarem por alternativas à falência.

Agora, com os recursos do Bradesco e do Itaú, o futuro da operadora volta ao debate judicial. Ainda não há prazo para que a Justiça analise os pedidos, mas a movimentação dos bancos indica que a batalha pela sobrevivência da Oi pode estar longe do fim.

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