O resultado do BTG Pactual no 3T25 mostrou força e expansão em todas as frentes. O banco registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,5 bilhões, alta de 42% em relação ao mesmo período de 2024 e de 8,2% sobre o segundo trimestre deste ano. O desempenho superou as estimativas de analistas da LSEG, que esperavam R$ 4,02 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 28,1%, avanço de mais de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. O resultado coloca o BTG à frente do Itaú (ITUB4), cujo ROE foi de 23,3% no trimestre, e amplia a distância em rentabilidade frente aos principais bancos do país.
Resultado do BTG Pactual no 3T25 supera expectativas do mercado
Segundo o comunicado da instituição, o desempenho reflete os investimentos estratégicos da última década, que ampliaram a presença do banco em novos segmentos e produtos.
“O lucro recorde e o ROE refletem a expansão da nossa franquia e o foco na execução disciplinada da estratégia”, afirmou o CEO Roberto Sallouti.
A receita total do trimestre foi de R$ 8,8 bilhões, crescimento de 37% na comparação anual, superando a projeção de R$ 8,08 bilhões. O banco destacou que todos os segmentos de negócios registraram recordes históricos.
Corporate e investment banking impulsionam o lucro
A área de corporate lending teve receita recorde de R$ 2,15 bilhões, avanço de 25,8% em relação ao 3T24 e de 2,2% frente ao trimestre anterior.
O portfólio total de crédito alcançou R$ 246,9 bilhões, crescimento de 17,4% em um ano, com destaque para os R$ 29 bilhões destinados a pequenas e médias empresas (+13%).
O investment banking somou receita de R$ 643 milhões, alta de 69,2% em relação a 2024, embora 17,8% abaixo do segundo trimestre — reflexo da menor atividade no mercado local.
Ainda assim, o banco classificou o resultado como “sólido”, sustentado pela força da franquia de mercado de capitais.
Outras divisões do BTG também batem recordes
A área de sales & trading registrou receita de R$ 1,94 bilhão, aumento de 16% sobre o 3T24.
O desempenho foi atribuído à expansão da base de clientes e à alocação mais eficiente de risco.
No asset management, os ativos sob gestão e administração (AuM/AuA) chegaram a R$ 1,2 trilhão, alta de 18,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A captação líquida (NNM) foi de R$ 33,5 bilhões e as receitas da área somaram R$ 747,5 milhões, avanço de 23,3%.
O wealth management e personal banking também teve desempenho recorde, com receitas de R$ 1,4 bilhão, alta de 35,7% na base anual.
Solidez financeira reforça posição de liderança
O índice de Basileia fechou o trimestre em 15,5%, e o índice de cobertura de liquidez (LCR) ficou em 168,5%, reforçando a robustez do balanço.
Com o novo recorde, o resultado do BTG Pactual no 3T25 consolida o banco como o mais rentável entre as grandes instituições do país, em um ambiente ainda marcado por juros altos e menor atividade econômica.
Com o Banco do Brasil (BBAS3) em desaceleração e concorrentes como Santander (ROE de 17%) e Bradesco (14,7%) ainda em recuperação, o BTG se destaca pela consistência operacional e pela diversificação de receitas.
O banco encerra o trimestre ampliando sua vantagem no setor e reforçando sua imagem de instituição ágil, digital e de capital leve — um modelo que vem se consolidando como referência no sistema financeiro nacional.