As ações Itaú lucro dividendos chamam atenção na temporada de balanços do 3T25, com lucro recorde e perspectivas de pagamento expressivo de dividendos, segundo principais casas de análise.
Desempenho das ações Itaú, Iguatemi, Marcopolo e Nubank no 3T25 conforme balanços e recomendações
O Itaú Unibanco (ITUB4) alcançou um lucro histórico de R$ 12 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um resultado que impressiona o mercado. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) ficou em 23,3%, mostrando alta rentabilidade para os acionistas. Mesmo com esse desempenho, as ações caíram cerca de 1%, reflexo da realização de lucros após uma alta acumulada de 42% no ano. Analistas do Bradesco BBI recomendam a compra, destacando a possibilidade de até R$ 31 bilhões em dividendos extraordinários no início de 2026.
Além do Itaú, a Iguatemi (IGTI11) também teve um trimestre positivo, com lucro 20% maior e receita em ascensão, impulsionada pela boa performance dos shoppings adquiridos recentemente. A vacância em níveis baixos e o fluxo crescente de consumidores fortaleceram as vendas e o aluguel dos espaços. O BTG Pactual e a XP Investimentos recomendam compra, com preços-alvo entre R$ 25 e R$ 32, ressaltando a resiliência da empresa mesmo em tempos de incerteza econômica.
Por outro lado, a Marcopolo (POMO4) viu seu lucro cair 1,8% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 329 milhões, enquanto o Ebitda teve queda de 9,9%. O BTG reduziu a recomendação para neutra, ajustando o preço-alvo para R$ 10, devido à expectativa de que a ação atingiu um platô. Já o Itaú BBA mantém a compra, mas reconhece que as ações podem permanecer pressionadas até que o mercado ajuste suas expectativas. Entre os fatores que influenciam o desempenho estão o mix de produção e a valorização do real.
Fechando o grupo, o Nubank (ROXO34) ganha destaque como aposta para o futuro. A Empiricus Research incluiu a ação entre as dez melhores para investir em novembro, citando a expectativa de redução da Selic, que deve diminuir custos e aumentar margens. Com crescimento robusto e avaliação atraente, o papel é negociado a cerca de 19 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo da média histórica, o que reforça o interesse dos investidores na fintech.