A investigação sobre a **Lagfin**, controladora da Campari, resultou na apreensão de cerca de 1,3 bilhão de euros em ativos. Essa medida foi autorizada pela Justiça italiana e se concentra em uma suposta fraude fiscal envolvendo a não quitação de impostos sobre transferências de ativos. A disputa fiscal já ocorre há dois anos e levanta questões sobre a responsabilidade tributária da empresa em relação à sua operação na Itália.
Apreensão de ativos e detalhes da investigação
A apreensão de cerca de 1,3 bilhão de euros, equivalente a aproximadamente US$ 1,5 bilhão, pelos policiais italianos foi um ponto crucial na investigação sobre a Lagfin. Essa holding, que controla a famosa marca de bebidas Campari, está sendo investigada por suposta fraude fiscal. A Justiça italiana autorizou essa medida como parte de uma profunda análise das operações financeiras da empresa.
A investigação se concentra em impostos não pagos, relacionados a ativos transferidos para o exterior. De acordo com promotores, a Lagfin não teria quitado os impostos de saída que se referem a cerca de 5,3 bilhões de euros em ganhos de capital. Isso ocorreu durante uma reestruturação que visava otimizar a gestão tributária e financeira da empresa.
Declarações da Lagfin sobre a investigação
A Lagfin, controladora da Campari, fez declarações importantes sobre a investigação em andamento. A empresa afirmou que a investigação está relacionada a uma disputa fiscal que começou há cerca de dois anos. Em sua visão, isso nunca envolveu a Campari Group de forma direta. Eles ressaltam que sempre agiram dentro das leis e regulamentos aplicáveis.
No comunicado, a Lagfin declarou que “se defenderá vigorosamente” contra as alegações. A empresa tem mais de 80% dos direitos de voto da Campari e afirma que a apreensão de ativos não afetará sua posição como acionista controladora. Essa posição reforça a confiança da empresa em sua regularidade fiscal e em seu compromisso com as leis tributárias.