O impacto da vitória de Milei nas ações brasileiras já é motivo de atenção para investidores, especialmente no setor de autopeças com relação à Marcopolo. A vitória eleitoral na Argentina teve reflexos diretos no mercado financeiro e traz novas perspectivas sobre pedidos e exportações para empresas expostas à economia vizinha.
Vitória de Milei na Argentina e suas implicações para a Marcopolo e o setor brasileiro de autopeças
Segundo analistas do banco Safra, cerca de 22% do lucro líquido da Marcopolo depende da Argentina, que representa 10% do resultado operacional internacional da empresa. Além disso, o país vizinho é responsável por 12% das exportações brasileiras da companhia, sendo o segundo maior mercado externo, atrás apenas do Chile. Essa relação estreita faz com que mudanças políticas na Argentina influenciem diretamente os volumes de exportação e a receita da Marcopolo.
Impacto no setor de autopeças brasileiro
A expectativa dos analistas é que a vitória do partido de Milei ajude a recuperar a confiança e a atividade econômica no país, encerrando o adiamento de pedidos por clientes da Marcopolo. Isso pode sustentar os volumes de exportação até 2026, criando uma perspectiva positiva para as ações da empresa no curto prazo. O Safra mantém recomendação de compra para POMO4, com preço-alvo de R$ 12, indicando potencial valorização de 19,1% sobre o preço de fechamento recente.
No entanto, os especialistas também alertam para riscos ligados à instabilidade política e à possível desaceleração dos pedidos, que podem afetar os resultados da Marcopolo em 2026. Apesar disso, a empresa divulgou resultados do terceiro trimestre de 2025 alinhados às estimativas, com queda no desempenho doméstico compensada por melhora nas vendas internacionais. Esse equilíbrio reforça o papel da Argentina e do setor de autopeças na dinâmica dos negócios da Marcopolo e do mercado brasileiro como um todo.