O prejuízo da Usiminas (USIM5) foi alarmante no terceiro trimestre de 2025, com números que refletem uma forte reversão em relação ao lucro do ano passado. A companhia revelou uma perda bilionária que trouxe preocupações sobre sua saúde financeira, especialmente em um mercado competido como o da siderurgia. Poderá a Usiminas recuperar sua estabilidade?
Prejuízo Bilionário e seu Impacto Financeiro
No terceiro trimestre de 2025, a Usiminas registrou um prejuízo bilionário de R$ 3,5 bilhões. Isso é uma reviravolta significativa em relação ao lucro de R$ 184,6 milhões do mesmo trimestre no ano passado. Esse resultado negativo foi bastante influenciado pela baixa contábil de ativos de R$ 2,2 bilhões. É importante entender que a baixa contábil ajuda a manter os registros financeiros precisos, removendo ativos que não têm mais valor.
O impacto financeiro do prejuízo é significativo. O EBITDA da Usiminas ficou negativo em R$ 1,74 bilhão. Isso aconteceu depois de um EBITDA positivo de R$ 457,8 milhões, no mesmo período do ano anterior. Além disso, a empresa informou que, sem os efeitos da baixa contábil, teria apresentado um lucro líquido de R$ 108 milhões. Essas informações levantam preocupações sobre a saúde financeira da empresa e seu futuro no mercado.
Resultados de Produção e Vendas da Usiminas
No terceiro trimestre de 2025, a Usiminas (USIM5) produziu 746 mil toneladas de aço. Isso representa uma queda de 15% em relação ao ano passado. A produção de laminados também caiu, totalizando 1,12 milhão de toneladas, com uma redução de 2%. Esses números mostram que a empresa está enfrentando desafios na produção.
As vendas totais da Usiminas no setor de siderurgia foram de 1,1 milhão de toneladas. Esse valor é 2% menor do que no mesmo período do ano anterior. As vendas para o mercado interno recuaram 7%, somando 991 mil toneladas. Contudo, as vendas externas aumentaram 101%, atingindo 112 mil toneladas. Essa expansão no mercado externo é um ponto positivo em meio a resultados mistos.