Entenda por que a Embraer (EMBR3) conquistou o Itaú BBA e o BTG Pactual

A Embraer (EMBR3) recebeu nova recomendação de compra do Itaú BBA e do BTG Pactual após apresentar pedidos bilionários
Embraer (EMBJ3)

A () vive um momento de otimismo no . Após o Investor Day 2025, realizado em Nova York, a fabricante brasileira de aeronaves recebeu recomendações de compra de duas das maiores instituições financeiras do país — o Itaú BBA e o BTG Pactual.

Durante o evento, a empresa apresentou novos contratos bilionários, revisou projeções de longo prazo e reforçou a expectativa de crescimento consistente em todas as suas divisões de negócio, o que agradou investidores e analistas.

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Na B3, as ações da Embraer (EMBR3) registraram alta de 4,89% no pregão seguinte ao encontro, refletindo o entusiasmo do mercado com as perspectivas da companhia para os próximos anos.


Novos pedidos e crescimento no backlog

O ponto alto do Investor Day foi o anúncio de um pedido firme da holandesa TrueNoord para 20 jatos E195-E2, com opções de compra para outras 30 aeronaves, entre os modelos E195-E2 e E175-E1. O contrato é avaliado em US$ 1,8 bilhão considerando o preço de tabela.

A Embraer (EMBR3) vem consolidando sua posição como a terceira maior fabricante de aviões do mundo e ampliando suas entregas anuais desde 2021, acompanhando a recuperação do após a pandemia. Para 2025, a previsão é de entregar entre 77 e 85 jatos comerciais, acima das 73 unidades entregues em 2024.

O Pactual destacou que a empresa mantém um backlog recorde de US$ 48 bilhões, incluindo opções, além de ganhos de eficiência na produção. Essa combinação reforça a confiança em um crescimento sólido e contínuo até o final da década.


Avanços nas divisões comercial, executiva e de defesa

A Embraer segue expandindo sua atuação no setor de aviação comercial, com novos pedidos das companhias Avelo, TrueNoord e LATAM, além da manutenção da plataforma E1, ainda bastante utilizada nos .

Na aviação executiva, o desempenho também tem sido positivo, com expansão no portfólio de serviços, novos contratos e ganhos operacionais.

O segmento de defesa se mantém como outro pilar importante da companhia. As plataformas KC-390 Millennium e Super Tucano ampliaram a presença internacional e hoje representam um mercado potencial de cerca de 1.000 aeronaves nos próximos 20 anos.


Planejamento de longo prazo e novos horizontes

As projeções apresentadas durante o evento indicam que a Embraer (EMBR3) pretende dobrar suas receitas até 2030, alcançando US$ 10 bilhões, e chegar a US$ 15 bilhões até 2035. O crescimento será impulsionado por novas parcerias, pela expansão global e pela produção dos eVTOLs desenvolvidos pela Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer voltada à mobilidade aérea urbana.

O Itaú BBA ressaltou que a administração da fabricante segue confiante em alcançar as margens operacionais previstas para 2025, e que a redução das tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos importados pode gerar efeitos positivos nos resultados de 2026.

A Eve, subsidiária da companhia, é vista como um dos principais motores de crescimento da Embraer no longo prazo. A empresa possui um backlog superior ao de concorrentes internacionais e deve iniciar a fase final de testes de voo entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.


Mudança de ticker e unificação da marca

A Embraer (EMBR3) também anunciou que, a partir de 3 de novembro de 2025, suas ações passarão a ser negociadas com novos códigos nas bolsas do e dos Estados Unidos.

Na B3, o ticker EMBR3 será substituído por EMBJ3, enquanto na Bolsa de Nova York (NYSE), as American Depositary Shares (ADSs) e os bonds emitidos pela companhia passarão a ser negociados sob o código EMBJ, substituindo o ERJ.

O número CUSIP dos valores mobiliários nos permanecerá inalterado. A mudança tem como objetivo unificar a identidade corporativa da Embraer nos mercados em que atua, reforçando a presença global da fabricante.


Embraer (EMBR3): sólida, global e em expansão

Com novos pedidos, metas ambiciosas e planos de longo prazo, a Embraer (EMBR3) mostra solidez em um setor altamente competitivo. O alinhamento entre as recomendações do BTG Pactual e do Itaú BBA reforça a percepção de que a fabricante entra em um ciclo de crescimento sustentado, apoiado por inovação tecnológica e presença global diversificada.

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