A Vale (VALE3) emitiu um alerta de segurança após detectar um golpe envolvendo o nome da empresa, da B3 (B3SA3) e do Bradesco (BBDC4).
Segundo a mineradora, criminosos têm se passado por representantes das companhias para enganar investidores, prometendo o pagamento de valores supostamente relacionados a ações, dividendos ou ao extinto Fundo 157, mediante depósito antecipado.
O golpe, que voltou a circular nas últimas semanas, tem causado prejuízos financeiros a investidores que acreditam nas mensagens e transferem valores para contas indicadas pelos golpistas.
Como funciona o golpe envolvendo nome da Vale
Os fraudadores entram em contato por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens, afirmando que o investidor possui valores a receber da Vale — geralmente relacionados a ações antigas, dividendos não sacados ou ao Fundo 157, criado em 1967 e extinto em 1983.
Para “liberar” o dinheiro, os criminosos exigem pagamento antecipado sob justificativas como “taxa da CVM”, “imposto de renda”, “custos de corretagem” ou “liberação de valores retidos”.
Em alguns casos, o golpe é ainda mais elaborado: os fraudadores simulam o depósito do valor prometido, usando cheques sem fundos, para depois convencer a vítima a devolver parte do montante — o que consuma a fraude.
Vale e autoridades alertam para fraudes antigas que voltaram a circular
A Vale publicou um alerta oficial em seu site de Relações com Investidores, informando que não solicita depósitos, pagamentos antecipados nem divulga contatos pessoais para tratar de ações, dividendos ou valores de fundos antigos.
O Fundo 157 — usado no golpe — foi um programa real, criado pelo governo federal para permitir que contribuintes destinassem parte do Imposto de Renda àcompra de cotas de fundos financeiros.
Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), apenas quem declarou imposto de renda entre 1967 e 1983 pode ter direito a recursos vinculados ao fundo, e nenhum valor pode ser liberado mediante pagamento prévio.
Em 2022, o próprio Ministério da Economia e a CVM já haviam emitido alertas sobre esse tipo de fraude, que volta a circular com frequência em momentos de maior interesse do público por investimentos.
Como se proteger de golpes usando o nome da Vale
Para verificar se há valores legítimos a receber, o investidor deve consultar apenas canais oficiais:
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Vale: acesse o portal de Relações com Investidores (vale.com/investors);
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Bradesco: compareça a uma agência com documento e comprovante de endereço;
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CVM: utilize a página de consulta oficial do Fundo 157.
A mineradora reforça que qualquer pedido de depósito antecipado é sinal de golpe e que seus funcionários não entram em contato individualmente para tratar de resgates ou pagamentos.
Outras empresas também foram alvo de golpes similares
A Petrobras (PETR3; PETR4) e outras companhias listadas na B3 já registraram casos parecidos, o que mostra que os golpistas estão diversificando os alvos.
Em todos os casos, o padrão se repete: uso de nomes de grandes empresas para dar credibilidade à fraude e cobrança de taxas falsas.
As empresas reforçam que não mantêm intermediários nem cobram valores para liberar dividendos, lucros ou quaisquer investimentos.
Atenção redobrada para investidores
Com o aumento do número de investidores na Bolsa — que ultrapassou 6 milhões de CPFs em 2025, segundo a B3 —, os golpes financeiros estão mais sofisticados.
Especialistas recomendam nunca fornecer dados pessoais por telefone e verificar domínios de e-mail e sites oficiais antes de realizar qualquer transação.
“Golpistas se aproveitam do baixo conhecimento financeiro e da confiança em grandes marcas para aplicar fraudes que parecem legítimas”, afirma Ricardo Ribeiro, consultor de segurança digital.
A recomendação é simples: se parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é um golpe.
