BTG projeta PIB maior e Selic em 15% para 2025 em meio a risco global

Em novo relatório, o BTG projeta PIB de 1,7% para 2025 e elevação da taxa Selic para 15%, apesar de incertezas com a guerra comercial
BTG projeta PIB

Em meio ao aumento das incertezas no cenário internacional, o BTG projeta brasileiro mais robusto em 2025. O banco elevou sua expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto de 1,50% para 1,70%, impulsionado principalmente por medidas de estímulo ao crédito privado. Mesmo com sinais de desaceleração econômica, a projeção reflete a entrada em vigor de novas modalidades de consignado que devem somar 1,1% ao PIB ao longo de três anos.

No mesmo relatório, o BTG projeta PIB de 1,70% também para 2026, revisando para cima a estimativa anterior de 1,40%. Segundo a equipe de macroeconomia liderada por Mansueto Almeida, o Brasil mantém um ritmo de crescimento moderado apesar dos choques externos causados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

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Cenário externo afeta projeções: guerra comercial no radar

A revisão ocorre em meio ao aumento da tensão entre as duas maiores economias do mundo. O banco destaca que a decisão do governo dos EUA de aumentar tarifas de importação sobre produtos estratégicos pegou o mercado de surpresa e elevou o risco para países emergentes.

Ainda assim, o BTG projeta PIB positivo, baseado em fundamentos domésticos resilientes e na manutenção da atividade no setor de serviços. A guerra comercial, entretanto, permanece como um dos principais vetores de incerteza, impactando diretamente o comércio global, o e a .


Política monetária: BTG projeta Selic a 15%

Junto ao , o BTG projeta PIB com uma Selic mais alta. O banco espera dois ajustes adicionais na taxa básica de juros: um aumento de 0,50 p.p. em maio e outro de 0,25 p.p. em junho, encerrando 2025 com a Selic em 15%.

A medida é vista como necessária para combater uma inflação que permanece acima do centro da meta. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve adotar uma postura mais cautelosa nas próximas decisões, monitorando com atenção os impactos defasados da política monetária e os dados do .


BTG projeta PIB e indicadores-chave

 

Indicador 2025 2026
PIB 1,70% (↑ de 1,50%) 1,70% (↑ de 1,40%)
Selic final 15%
IPCA 5,7% 4,5%
Déficit primário 0,6% 0,7%
Déficit nominal Acima de 8,5% do PIB Acima de 8,5% do PIB

Ajuste fiscal segue sendo o maior desafio

Apesar das projeções otimistas, o BTG projeta PIB dentro de um ambiente doméstico fiscalmente frágil. A equipe do banco considera as estimativas do governo para redução da como inconsistentes. Segundo o relatório, os números apresentados pelo Ministério da Fazenda exigiriam cortes extremos nas despesas discricionárias — o que, na prática, inviabilizaria a máquina pública federal.

Diante disso, o BTG projeta PIB com base em uma política fiscal mais realista, estimando déficit primário de 0,6% em 2025 e 0,7% em 2026. Já o déficit nominal deve ultrapassar os 8,5% do PIB nos dois anos, o que reforça a necessidade urgente de reformas.


Inflação segue pressionada

A inflação deve continuar no radar do . O BTG projeta PIB acompanhado de IPCA de 5,7% em 2025 e 4,5% em 2026, acima da meta de 3% fixada pela autoridade monetária. Esse cenário reforça o argumento da manutenção de juros elevados, pelo menos até que haja sinais mais consistentes de convergência inflacionária.

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Repercussão no mercado: confiança com cautela

Para os analistas, o fato de que o BTG projeta PIB em crescimento apesar do cenário desafiador indica certa resiliência da economia brasileira, especialmente se forem implementadas medidas eficazes de ajuste fiscal. No entanto, o mercado permanece atento à guerra comercial e à política monetária internacional, fatores que podem alterar o da economia nos próximos trimestres.


Perspectivas para o segundo semestre de 2025

A expectativa é que o segundo semestre traga mais clareza sobre os impactos da política comercial americana, especialmente se houver algum tipo de acordo entre os EUA e a China. Enquanto isso, o BTG projeta PIB sustentado por políticas de crédito, controle de inflação via Selic e uma atuação mais firme do governo em relação ao orçamento.

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