Ouro atinge recorde e supera US$ 3.150 após Trump sinalizar tarifas

O ouro atinge recorde e se aproxima de US$ 3.150 por onça nesta terça-feira (1º), impulsionado pela crescente demanda por ativos de proteção.
Ouro atinge recorde

O ouro atinge recorde nesta terça-feira (1º), marcando um novo pico de valorização no mercado internacional. O metal precioso atingiu US$ 3.149 por onça troy no início das negociações em Londres, registrando o quarto dia consecutivo de alta. O movimento reflete o aumento da aversão ao risco em meio ao cenário global de incertezas, com destaque para o novo pacote tarifário que será anunciado nos Estados Unidos.

A escalada nas tensões comerciais, provocada pelas medidas do presidente norte-americano Donald , intensificou a busca por ativos considerados mais seguros. A perspectiva de tarifas abrangentes sobre todas as importações dos principais parceiros comerciais dos EUA elevou a preocupação com a desaceleração do comércio global.

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Segundo analistas da Bloomberg, o ouro tem sido uma das de melhor desempenho em 2025, acumulando alta de 19% no primeiro trimestre — o melhor resultado trimestral desde 1986.

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Fatores que sustentam a alta do ouro

O atual rali do ouro tem sido sustentado por uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Entre os principais, destaca-se a forte demanda de bancos centrais, que seguem acumulando reservas como estratégia de diversificação e proteção frente à volatilidade cambial e .

Além disso, há uma crescente alocação em ouro por parte de investidores institucionais e individuais, principalmente por meio de fundos de índice (ETFs). Dados compilados pela Bloomberg indicam que as participações em ETFs lastreados em ouro aumentaram 6% no ano até o momento, após quatro anos seguidos de saídas líquidas.

“O ouro começa o segundo trimestre do ano a partir de uma posição historicamente forte”, afirmou Quasar Elizundia, pesquisador da Pepperstone Group Ltd., em nota distribuída ao mercado.

Expectativas de novos recordes

A projeção de continuidade do movimento de alta é compartilhada por grandes instituições financeiras. A estrategista Amy Gower, do Morgan Stanley, estima que os preços podem atingir entre US$ 3.300 e US$ 3.400 ainda em 2025. Já o Goldman Sachs revisou sua estimativa e agora projeta que o metal alcance US$ 3.300 até o final do ano.

“O fluxo de recursos para ouro reflete não apenas a instabilidade política e comercial, mas também a percepção de que o ouro segue competitivo frente a outras classes de ativos, como ações e títulos”, disse Gower à Bloomberg TV.

O aumento da demanda física por barras e moedas também reforça a tendência, especialmente em economias emergentes, onde o metal ainda é visto como uma reserva tradicional de valor.

Reação dos mercados e impacto cambial

O índice do da Bloomberg registrava leve queda de 0,1% na manhã desta terça-feira, refletindo o movimento de investidores migrando para ativos alternativos como o ouro. Essa dinâmica favorece ainda mais a valorização do metal, que tende a subir em momentos de desvalorização do ólar.

Enquanto isso, metais como prata, platina e paládio apresentaram desempenho negativo, indicando uma movimentação seletiva dos investidores para ativos com maior liquidez e estabilidade histórica.

O fato de que o ouro atinge recorde mesmo diante de um ambiente global incerto reforça sua reputação como principal ativo de proteção em tempos de crise.

Trump deve anunciar novas tarifas

A principal fonte de instabilidade atual no mercado global é a expectativa pelo anúncio de um novo pacote tarifário por parte do governo dos Estados Unidos. O presidente afirmou que as medidas afetarão “todos os parceiros comerciais da América” e devem ser anunciadas nesta quarta-feira (2).

O novo pacote tarifário se soma às medidas anteriores, que já elevaram em até 20% as tarifas sobre produtos chineses, em meio a uma crescente disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Com o agravamento do cenário comercial, a leitura dos investidores é que o crescimento global pode ser impactado negativamente nos próximos meses, o que aumenta a demanda por segurança — outro fator que ajuda a explicar por que o ouro atinge recorde neste momento.

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Ouro atinge recorde

A continuidade do movimento de valorização do ouro dependerá da evolução das tensões comerciais e da dos principais bancos centrais. Caso os riscos de recessão global se acentuem, o metal pode continuar atraindo fluxo de capital.

“O cenário atual combina política protecionista, incerteza geopolítica e inflação moderada, o que sustenta o interesse por ativos reais como o ouro”, analisou Elizundia.

Enquanto o ouro se consolida como destaque entre as commodities, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos das decisões comerciais dos EUA e os possíveis impactos nas cadeias de suprimento e crescimento global.

O fato de que o ouro atinge recorde ao mesmo tempo em que outros ativos enfrentam volatilidade reforça sua posição como um dos ativos mais resilientes em contextos de estresse financeiro global.

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