Turbulência Pós-Carnaval: Impactos dos Treasuries dos EUA nas Taxas Brasileiras

Alta das taxas reflete ajustes após forte movimento nos rendimentos dos EUA, enquanto investidores reavaliam cenário de corte de juros no Brasil.
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Após o feriado de Carnaval no , as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram em alta nesta quarta-feira, em resposta ao avanço dos rendimentos dos Treasuries dos no dia anterior. Os dados de nos EUA, divulgados com mais fortes do que o esperado, aumentaram a expectativa de um possível corte de juros no país, porém em um momento posterior.

Devido ao feriado, os mercados brasileiros estiveram fechados na segunda e terça-feira, retomando as atividades apenas na Quarta-Feira de Cinzas, a partir das 13h. Isso resultou em uma necessidade de ajuste dos preços dos ativos às movimentações ocorridas no exterior até então.

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O aumento significativo dos yields dos Treasuries na terça-feira foi o principal impulsionador desse ajuste nos juros futuros. O índice de preços ao dos EUA em janeiro subiu para 3,1% em termos anuais, superando a expectativa de 2,9% dos economistas de mercado. Como reação, os rendimentos dos Treasuries de dez anos subiram 15 pontos-base na terça-feira, refletindo a percepção de que o (Fed) poderia adiar o corte de juros para junho, ao invés de maio como era previsto anteriormente, ou até mesmo março.

Na quarta-feira de manhã, com os mercados brasileiros ainda fechados, houve uma pequena queda nos rendimentos dos títulos norte-americanos, porém longe de anular o aumento significativo observado no dia anterior.

Com a abertura do mercado brasileiro, as taxas dos DIs começaram a subir, refletindo o movimento dos Treasuries da terça-feira. Em uma sessão reduzida, com baixa liquidez, as altas foram particularmente significativas nos contratos de prazos mais longos.

Daniel Leal, estrategista de da BGC Liquidez, observou que o índice de preços ao consumidor elevado tende a conter otimistas, que previam uma taxa básica Selic abaixo de 9% no final de 2024. A projeção da BGC Liquidez é de uma Selic de 9,5% para o final deste ano, enquanto o relatório de mercado Focus sugere uma Selic de 9% para o mesmo período.

No final da tarde, as taxas dos contratos DI para janeiro de 2025 estavam em 10,03%, enquanto para janeiro de 2026 estavam em 9,82%. Para janeiro de 2027, as taxas ficaram em 9,995%, e para janeiro de 2028, em 10,255%. O contrato para janeiro de 2031 marcava 10,68%. A curva a termo brasileira precificava 86% de chances de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março.

Às 16:37 (horário de Brasília), o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, estava em queda, com uma variação de -5,30 pontos-base, a 4,2632%.

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