Rumo (RAIL3) disputa com tradings e vai parar em Brasília

Rumo (RAIL3) disputa com tradings

Rumo (RAIL3) disputa com tradings

A Rumo (RAIL3), maior operadora de ferrovias do Brasil, está no centro de uma disputa acirrada com tradings de , como Cargill, Amaggi e Bunge. A principal polêmica envolve as tarifas ferroviárias e a cláusula take or pay , que exige dos usuários o pagamento integral do volume contratado, mesmo em situações exclusivas, como quebras de safra.

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A situação se agravou nos últimos meses, com associações como a Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (ANUT) e a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) apresentando solicitações formais à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O objetivo é buscar maior transparência nas tarifas e soluções possíveis desigualdades regionais na cobrança.


O problema das tarifas regionais

Um dos principais pontos de atrito é a discrepância nas tarifas aplicadas pela Rumo (RAIL3). Segundo as associações, usuários que utilizam trechos mais longos, como Rondonópolis (MT) até terminais no estado de São Paulo, enfrentam custos desproporcionais em relação a usuários de regiões próximas aos terminais de .

Essa , argumentam as negociações, estimulam o uso de ferrovias em algumas rotas, como o Arco Norte , que é mais competitivo em determinados cenários logísticos. Por outro lado, a Rumo defende a sua , afirmando que os valores refletem o custo logístico total, incluindo a manutenção da infraestrutura e a operação de comboios e vagões.

Origem Tarifa (R$/ton) Diferença Regional (%)
Rondonópolis (MT) 220 +18%
Lucas do Rio Verde 186 Base

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Reclamações chegam à ANTT e ao Congresso

Além das reclamações formais apresentadas à ANTT, a disputa foi levada ao Congresso Nacional. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou o Projeto de Lei 4.158/2023, que busca aumentar a fiscalização sobre as auditorias ferroviárias e garantir maior transparência na gestão das tarifas.

O projeto também obrigar as solicitações a disponibilizar dados importantes, como volumes transportados, tempos de trânsito e taxas de recusa de carga. Segundo Luís Baldez, presidente da ANUT, a iniciativa é essencial para corrigir distorções e garantir um ambiente mais equilibrado entre operadores e utilizadores.

“As entregas precisam entender que não se trata apenas de cumprir os contratos, mas de oferecer um serviço que atenda às necessidades de todas as regiões do país”, afirmou Baldez.


Investimentos da Rumo em expansão

Enquanto enfrenta as críticas, a Rumo (RAIL3) também busca reforçar sua posição destacando os investimentos realizados para melhorar a capacidade da malha ferroviária. A empresa informou que já concluiu 25% das obras previstas no contrato de concessão de 2020, aumentando a capacidade de transporte na malha paulista para 75 milhões de toneladas/ano.

Além disso, a Rumo investiu na extensão da malha no Mato Grosso, com a construção de 700 quilômetros de trilhos em Lucas do Rio Verde. O projeto inclui novos terminais e a contratação de mais de 5 mil trabalhadores, com o objetivo de tornar o transporte ferroviário mais competitivo nas rotas de exportação.

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Rumo (RAIL3) disputa com tradings: O impasse da transparência

Um dos pontos centrais do debate é a falta de transparência nos dados operacionais das operações ferroviárias. Os usuários reclamam da dificuldade em obter informações sobre tempos de trânsito, recusa de carga e critérios de precificação, o que dificulta análises mais previstas sobre o desempenho do serviço.

Segundo a ANUT, essa falta de informações viola disposições legais e prejudica a capacidade dos usuários de negociar melhores condições contratuais. A Rumo (RAIL3), por sua vez, argumenta que cumpre todas as exigências da ANTT e que sua política tarifária segue os critérios técnicos definidos no contrato.


Impactos no setor agrícola

A Rumo (RAIL3) disputa com tradings  em um momento crítico para o setor de exportação de grãos. De 2010 a 2023, o Brasil aumentou significativamente sua produção de e , mas a capacidade do transporte ferroviário não acompanhou o mesmo ritmo.

Estudos da Esalq-Log apontam que, enquanto a participação do modal ferroviário nas caiu de 47% para 33%, o transporte rodoviário ganhou mais espaço, representando 54% da movimentação de soja para os portos em 2023.


A busca pelo equilíbrio

Com o caso ganhando atenção nacional, a disputa entre a Rumo (RAIL3) e as negociações de grãos reforçam a necessidade de ajustes no modelo de concessões ferroviárias no Brasil. A criação de novas ferrovias e o aumento da fiscalização sobre contratos são traçados como caminhos para equilibrar os interesses dos operadores e usuários.

Por outro lado, especialistas destacam que os investimentos em infraestrutura são essenciais para ampliar a capacidade do modal ferroviário e reduzir os custos logísticos do setor agrícola.


A Rumo (RAIL3) disputa com tradings e as negociações agrícolas vão além das questões contratuais, refletindo desafios estruturais do transporte ferroviário no Brasil. Enquanto o Congresso debate novas regras para fiscalizar concessões, a Rumo destaca seus investimentos como uma resposta às críticas.

O equilíbrio entre tarifas justas e o fortalecimento da infraestrutura ferroviária será crucial para garantir a competitividade do setor agrícola brasileiro no mercado global.

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