Petróleo cai quase 3% com escalada do Dólar

Nesta quarta-feira, o petróleo cai quase 3%, interrompendo sua sequência de alta, com o Brent negociado a US$ 73,46 e o WTI a US$ 69,92.

Nesta quarta-feira (6), os preços do caem quase 3%, com o Brent sendo negociado a US$ 73,46 e o WTI a US$ 69,92, pressionados pela valorização do após a de Donald Trump nas presidenciais dos EUA. O fortalecimento da moeda americana torna o petróleo mais caro para compradores internacionais, o que impacta diretamente a demanda pela commodity, especialmente em países emergentes.

O indicador DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas globais, subiu 1,95% nesta manhã, alcançando um nível de 105,441, o mais alto desde março de 2020. Essa alta reflete as expectativas de que Trump, ao retomar a Casa Branca, implemente políticas econômicas protecionistas, que costumam valorizar o dólar. A relação entre o fortalecimento do dólar e a queda do petróleo está no fato de que uma moeda americana mais forte tende a tornar o petróleo, cotado em dólar, mais caro para outros países, diminuindo sua demanda.

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Cotação do Petróleo Hoje: Brent e WTI em Queda

Na manhã de hoje, os contratos futuros do Brent para janeiro de 2025 registravam baixa de 2,06%, sendo negociados a US$ 73,46 na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres. Já o WTI para dezembro, principal referência do petróleo nos EUA, caía 2,90%, a US$ 69,92 na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A pressão sobre os preços se intensifica com a política econômica americana e a percepção de um enfraquecimento da demanda na China, o maior importador mundial de petróleo. Os acreditam que, com a reeleição de Trump, medidas mais rígidas possam ser adotadas contra a China, o que afetaria o do país e, consequentemente, a demanda global pelo petróleo.

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Petróleo cai: Fatores Adicionais que Impactam a Queda

Além da valorização do dólar, o mercado de petróleo está atento a outros fatores. A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), de adiar o aumento da produção planejado, traz uma expectativa de equilíbrio para os preços. No entanto, com o dólar em alta, essa contenção da oferta pode não ser suficiente para sustentar os preços.

Outro fator que pesa sobre o mercado é a tempestade tropical Rafael, prevista para se intensificar e atingir o Golfo do México ainda nesta semana. Meteorologistas indicam que a tempestade poderá evoluir para um furacão, colocando em risco parte da produção de petróleo da região, o que pode impactar a oferta de até 4 milhões de barris. O evento climático cria um cenário de incerteza, com o risco de interrupções temporárias na produção de petróleo, o que poderia, em contrapartida, limitar as quedas de preço.


Impacto Global da Alta do Dólar e da Presidência de Trump

A vitória de Donald Trump nos EUA e seu retorno à Casa Branca trazem expectativas de políticas econômicas protecionistas, o que tende a fortalecer o dólar e pressionar o petróleo. Durante seu mandato anterior, Trump adotou uma postura de tarifação e restrição a produtos importados, principalmente da China, o que afetou a economia global e valorizou a moeda americana. A expectativa de novas políticas protecionistas gera uma pressão adicional sobre o petróleo, uma vez que a alta do dólar torna a commodity mais cara para países importadores.

Além disso, o mercado global de commodities, incluindo o petróleo, responde diretamente às flutuações do dólar. Quando o dólar está forte, os produtos precificados na moeda americana tornam-se menos acessíveis para economias que operam em outras moedas, levando a uma redução na demanda.

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Perspectivas para o Petróleo e o Papel da Opep+

Para tentar conter a volatilidade no mercado de petróleo, a Opep+ decidiu adiar o aumento da produção inicialmente planejado, aguardando uma estabilização nos preços. A Opep+ avalia que, ao limitar a oferta, é possível sustentar os preços em um patamar mais elevado, equilibrando o mercado, que enfrenta quedas devido à força do dólar e às incertezas geopolíticas.

Com o dólar em alta e a demanda chinesa enfraquecida, a decisão da Opep+ se torna crucial para garantir que o mercado de petróleo permaneça equilibrado. No entanto, analistas apontam que a eficácia da medida pode ser limitada se a alta do dólar persistir e as políticas protecionistas americanas se intensificarem.


A Reação dos Mercados e a Projeção para o Preço do Petróleo

A queda de quase 3% no hoje reflete um ajuste imediato às condições globais e às novas políticas esperadas com a administração de Trump. No curto prazo, a expectativa é que o preço do Brent e do WTI oscile em torno dos níveis atuais, com possíveis ajustes conforme o dólar se estabilize e as condições climáticas no Golfo do México se definam.

Para os próximos meses, a evolução do cenário econômico global e as decisões da Opep+ sobre oferta continuarão a ser fatores decisivos para o mercado de petróleo. Analistas alertam que o cenário permanece volátil, e que investidores devem monitorar de perto o impacto do dólar e as dos principais players do setor para avaliar as tendências de preço.

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