O Bitcoin (BTC) iniciou esta sexta-feira (29) com forte recuo, refletindo o clima de cautela dos mercados diante da expectativa pela divulgação do índice PCE (Personal Consumption Expenditures) nos Estados Unidos — o principal termômetro de inflação utilizado pelo Federal Reserve (Fed). A criptomoeda opera com queda de mais de 2,5%, sendo cotada em torno de US$ 110.000.
O cenário macroeconômico tem influenciado diretamente o desempenho do Bitcoin (BTC), que vê sua valorização anual ser parcialmente corroída nas últimas semanas. Com a inflação americana em foco, investidores preferem adotar uma postura defensiva enquanto aguardam pistas mais claras sobre os próximos passos da política monetária do Fed.
Inflação nos EUA pressiona o Bitcoin (BTC)
De acordo com projeções de analistas do mercado financeiro, o índice PCE deve mostrar uma desaceleração na inflação mensal, de 0,3% para 0,2%, com a taxa anual permanecendo em 2,6%. Já o núcleo do índice — que exclui itens voláteis como energia e alimentos — deve se manter em 0,3% na base mensal e avançar levemente de 2,8% para 2,9% na comparação anual.
A expectativa de que os dados confirmem uma pressão inflacionária moderada pode reforçar as apostas de cortes nos juros americanos em setembro, o que seria, em tese, positivo para o setor de criptoativos. No entanto, a reação inicial do Bitcoin (BTC) nesta sexta é de queda, com o ativo testando suporte técnico importante no gráfico diário.
Desempenho das principais criptomoedas
A correção do Bitcoin (BTC) também contaminou o mercado de altcoins. O Ethereum (ETH) recua mais de 5% no dia, enquanto tokens como Cardano (ADA), XRP e Solana (SOL) também registram perdas expressivas. Apenas as stablecoins, como USDT e USDC, permanecem estáveis.
Criptomoeda | Preço (USD) | Variação 24h |
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Bitcoin (BTC) | 110.132 | -2,48% |
Ethereum (ETH) | 4.352 | -5,18% |
XRP (XRP) | 2,87 | -4,32% |
Cardano (ADA) | 0,82 | -4,93% |
Dogecoin (DOGE) | 0,21 | -3,96% |
O que esperar para o Bitcoin (BTC)?
Apesar da queda, o Bitcoin (BTC) ainda acumula alta de mais de 17% em 2025, mostrando resiliência mesmo com as incertezas do cenário macroeconômico. O próximo grande gatilho para os preços pode ser o relatório de emprego dos EUA (payroll), previsto para a próxima sexta-feira (5). Um dado mais fraco pode acelerar a perspectiva de corte nos juros, impulsionando novamente os ativos de risco.