Veja as 5 maiores altas e baixas das ações do Ibovespa em agosto

Com valorização expressiva em agosto, o Ibovespa foi impulsionado por ações dos setores de saúde, construção civil e energia. Raia Drogasil (RADL3) liderou as altas, enquanto Raízen (RAIZ4) foi a maior queda do mês na bolsa de valores.
Ações da Raia Drogasil (RADL3) liderou as altas, enquanto Raízen (RAIZ4) foi a maior queda do mês na bolsa de valores.
Ações da Raia Drogasil (RADL3) liderou as altas, enquanto Raízen (RAIZ4) foi a maior queda do mês na bolsa de valores.

A bolsa de valores brasileira encerrou o mês de agosto em forte alta. O Ibovespa, principal índice do mercado de no , avançou 6,28% no período, refletindo o apetite por risco com base em expectativas positivas no cenário político e nas perspectivas de corte de juros tanto no Brasil quanto nos .

O movimento foi alimentado também pela prévia da inflação (IPCA-15) abaixo do esperado e pela pesquisa eleitoral AtlasIntel, que mostrou vantagem do governador de São Paulo, , sobre o presidente Lula em um eventual segundo turno — um dado bem recebido por parte dos investidores.

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No entanto, mesmo com o bom desempenho do índice, algumas ações registraram forte queda ao longo do mês. Veja os destaques:


As 5 maiores altas do Ibovespa em agosto

  1. Raia Drogasil (RADL3)+30,29%
    A gigante do varejo farmacêutico se destacou com otimismo em torno de resultados financeiros consistentes e expansão da sua operação.

  2. MRV Engenharia (MRVE3)+27,56%
    O ciclo de cortes na taxa Selic animou o setor de construção civil, beneficiando diretamente os papéis da construtora.

  3. Hapvida (HAPV3)+26,13%
    Ações da operadora de saúde dispararam após relatório do BTG sugerir potencial de valorização de até 68%, com foco renovado em crescimento e rentabilidade.

  4. Eletrobras (ELET3)+23,99%
    O mercado de ações reagiu positivamente à reestruturação da companhia, que avança em busca de maior eficiência.

  5. Minerva (BEEF3)+22,06%
    O bom desempenho das de carne e o apetite por ativos do agronegócio impulsionaram os papéis.

    Outras ações que se destacaram positivamente, como: Rede D’Or (): +21,11%, Marfrig (MRFG3): +17,04% e Magazine Luiza (MGLU3): +16,01%.

 As 5 maiores quedas do Ibovespa em agosto

  1. Raízen (RAIZ4)-17,61%
    A produtora de etanol e energia renovável caiu com preocupações sobre margens apertadas e incertezas no setor de combustíveis.

  2. Rumo (RAIL3)-12,03%
    O mercado precificou riscos logísticos e desafios operacionais, pressionando as ações da companhia ferroviária.

  3. PetroRio ()-10,24%
    O recuo no preço do petróleo e a realização de lucros após meses de valorização afetaram o desempenho da petroleira.

  4. Caixa Seguridade (CVCB3)-9,75%
    O papel caiu mesmo com fundamentos sólidos, em meio à rotação setorial que favoreceu ações de maior crescimento.

  5. Embraer (EMBR3)-5,53%
    A fabricante de aeronaves teve desempenho misto em agosto, com pressão por incertezas macroeconômicas globais. A venda de quatro aeronaves Super Tucano para o Panamá, estimada em US$ 80 milhões, reforça a presença da companhia no segmento de Defesa, conhecido por margens EBIT entre 15% e 20%.


Cenário para o mercado de ações

Com o avanço expressivo do em agosto, o mercado de ações entra em setembro com otimismo, mas também cautela. A expectativa por novos cortes na Selic e a possibilidade de flexibilização monetária nos EUA devem seguir no radar dos investidores da bolsa de valores.

Ao mesmo tempo, a aproximação do cenário eleitoral e a divulgação de indicadores como o payroll americano (dados de emprego) e o IPCA brasileiro serão determinantes para o comportamento das ações no curto prazo.

A valorização do mercado de ações em agosto também se deu em meio à reavaliação do cenário de juros. Com a Selic em 15%, o Brasil parece ter atingido o pico da taxa de juros, com possíveis cortes a partir de 2026, segundo analistas.

Nos EUA, o discurso mais dovish de Jerome Powell reforçou a expectativa de cortes de juros ainda em 2025. Isso tende a favorecer ativos de países emergentes, como o Brasil.

Diante de um cenário global mais favorável, queda de juros à frente e recuperação de setores estratégicos, analistas recomendam aumentar gradualmente posições na bolsa de valores brasileira, priorizando ações de maior duration e potencial de crescimento sustentável.

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