A recente redução da captação de água da Sabesp do Sistema Cantareira, em 13%, evidencia a gravidade da estiagem enfrentada por São Paulo. Essa drástica medida, iniciando em setembro, visa preservar os escassos recursos hídricos da região metropolitana.
Redução da Captação de Água em 13%
No início de setembro, a Sabesp teve que reduzir em 13% a captação de água do Sistema Cantareira. Isso significa que agora a empresa só pode retirar 27 metros cúbicos de água por segundo, em vez dos 31 metros cúbicos anteriores. Essa mudança é uma resposta a meses de seca intensa, que afetaram os níveis de armazenamento.
O Sistema Cantareira é essencial para abastecer a região metropolitana de São Paulo. Atualmente, a capacidade de armazenamento está em apenas 35%. Este é o nível mais baixo desde a crise hídrica de dez anos atrás. A situação exige atenção e medidas imediatas para evitar problemas maiores no abastecimento de água da cidade.
Medidas e Impactos para a Sabesp e São Paulo
Com a redução da captação de água, a Sabesp implementou diversas medidas para garantir a segurança hídrica em São Paulo. Uma delas é a “gestão de demanda noturna”. Essa prática ocorre entre 21h e 5h e visa economizar 4 metros cúbicos de água por segundo. Essa estratégia ajuda a preservar os níveis dos reservatórios e a evitar racionamentos severos.
A Sabesp também foi orientada a desenvolver um Plano de Contingência. Esse plano deverá abordar como enfrentar possíveis crises hídricas no futuro. Além disso, a empresa irá investir mais de R$1,2 bilhão em obras de resiliência até 2027. Essas ações buscam aumentar a capacidade de armazenamento e a eficiência do sistema hídrico em São Paulo.