Ibovespa ultrapassa os 142 mil pontos pela primeira vez; entenda o que está por trás da alta histórica

Ibovespa supera os 142 mil pontos com apoio de pesquisa que mostra Tarcísio à frente de Lula e deflação no IPCA-15 de agosto.
Ibovespa

O Ibovespa superou um marco histórico nesta quinta-feira (28), ao atingir os 142.138 pontos na máxima do dia, por volta das 11h38. Este é o nível mais alto já registrado pelo principal índice da bolsa brasileira, que operava com alta de 2,1% em relação ao fechamento do dia anterior. No início da tarde, o avanço continuava firme: 1,82% por volta das 14h30.

Essa movimentação positiva contrasta com as bolsas americanas, que apresentam leve oscilação, refletindo fatores políticos e econômicos domésticos que reacenderam o otimismo no mercado brasileiro.

Publicidade: Banner Header Padrão

Pesquisa eleitoral impulsiona o Ibovespa

Um dos principais catalisadores da alta no Ibovespa foi a divulgação da nova pesquisa Latam Pulse, feita pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg. O levantamento mostrou que, em um eventual segundo turno nas de 2026, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perderia para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tarcísio apareceu com 48,4% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula — resultado que inverte a tendência de crescimento da aprovação do presidente observada em pesquisas anteriores. Em comparação com julho, a desaprovação de Lula subiu 1,3 ponto percentual, enquanto a aprovação caiu 2,3 pontos.

Segundo analistas, o mercado vê com bons olhos uma possível mudança de comando no Palácio do Planalto. “Assim como houve euforia há dois meses com a queda de popularidade de Lula, agora há um novo ânimo nos mercados, que enxergam em Tarcísio uma alternativa mais alinhada ao setor produtivo”, comenta Gustavo Cruz, estrategista da RB .

Inflação negativa reforça otimismo no mercado

Outro fator que deu fôlego ao Ibovespa foi a divulgação do de agosto, que registrou deflação de -0,14%, após alta de 0,33% em julho. O número representa o menor índice desde setembro de 2022 e o primeiro negativo desde julho de 2023. O acumulado em 12 meses recuou para 4,95%, fortalecendo a expectativa de corte na taxa Selic, ainda que em ritmo mais gradual.

Embora o resultado tenha vindo levemente acima das projeções (o mercado esperava -0,23%), o movimento reforça a tese de desaceleração da inflação, o que abre espaço para um ambiente mais favorável à renda variável.

Fed também anima investidores

O Ibovespa também repercute positivamente os sinais vindos do cenário internacional. O presidente do , , adotou um tom mais “dovish” em seu discurso no Jackson Hole Symposium, sinalizando a possibilidade de corte de juros nos em setembro.

A expectativa de um ciclo de flexibilização monetária nos Estados Unidos contribui para a valorização dos ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil. O alívio na pressão sobre o ólar também ajuda a atrair fluxo estrangeiro para a , o que impulsiona ainda mais o Ibovespa.

Perspectivas para o Ibovespa

A combinação de fatores internos — como o cenário eleitoral mais competitivo e a deflação — com o ambiente externo mais benigno, formou uma tempestade perfeita para a valorização do Ibovespa nesta semana. Com o índice renovando máximas históricas, analistas avaliam que, caso o cenário político e econômico continue a favorecer o apetite por risco, o índice pode buscar novas resistências nos próximos dias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *