A Vale registrou um lucro líquido de US$ 2,24 bilhões no 2T25, uma queda de 47% na comparação anual, impactada principalmente por menores receitas com vendas de minério de ferro e efeitos cambiais desfavoráveis .
Queda nas vendas e nos preços do minério
A receita líquida totalizou US$ 8,65 bilhões, 22% abaixo do mesmo período de 2024. O desempenho refletiu a queda de 6% no volume vendido de minério de ferro e uma redução de 12% no preço realizado médio por tonelada. Apesar de a produção ter crescido 9% no período, os estoques aumentaram, gerando menor volume comercializado .
Custos sob controle, mas margem pressionada
O EBITDA ajustado pro forma foi de US$ 3,4 bilhões, 36% inferior ao registrado no 2T24. A margem EBITDA caiu de 55% para 46%, impactada pela redução de preços e maiores custos operacionais em algumas unidades, especialmente em metais básicos .
Segmento de metais básicos continua fraco
A unidade de metais básicos teve prejuízo operacional ajustado de US$ 48 milhões, reflexo do menor desempenho de cobre e níquel. A Vale afirma que segue com a reestruturação do portfólio, mas o ambiente de preços continua desafiador para esses metais .
Distribuição de proventos e posição financeira
A empresa manteve dividendos trimestrais de US$ 0,268 por ação, equivalentes a cerca de US$ 1,2 bilhão. O fluxo de caixa livre foi de US$ 1,5 bilhão, e a dívida líquida permanece sob controle, em US$ 8,7 bilhões .
Perspectivas e guidance
A Vale reafirmou sua meta de produção de 310–320 milhões de toneladas de minério de ferro para 2025, mas alertou que o mercado global continua volátil, com demanda chinesa instável e aumento de estoques globais. A companhia também ressaltou que segue avaliando o IPO de sua divisão de metais básicos, previsto para 2026 .