Ambev (ABEV3) divulga resultados do 2T25 com EBITDA de R$ 6,2 bilhões e dividendos de R$ 2 bilhões

Os resultados do 2T25 da Ambev (ABEV3) revelam alta de 8% no EBITDA, dividendos aprovados de R$ 2 bilhões e lucros em expansão.
resultados do 2T25 da Ambev

Os da Ambev trouxeram surpresas positivas e alguns pontos de atenção. A companhia registrou um de R$ 6,2 bilhões, crescimento orgânico de 8% na comparação anual, superando levemente as projeções de mercado. Contudo, a receita ficou abaixo das expectativas, totalizando R$ 20,1 bilhões, com uma queda de 5% nos volumes consolidados.

EBITDA do 2T25 da Ambev surpreende positivamente

O destaque dos do 2T25 da Ambev foi a margem EBITDA, que subiu 110 pontos-base ano a ano, alcançando 30,6%. Esse avanço ocorreu principalmente devido à diluição das despesas comerciais, gerais e administrativas. Mesmo com uma receita abaixo do esperado, a Ambev mostrou capacidade de preservar . O por ação (LPA) ficou em R$ 0,17, alta de 14% na base anual. Além disso, a empresa anunciou um dividendo intermediário de R$ 2 bilhões, sustentado por uma posição de caixa líquido robusta de R$ 14 bilhões.

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Cerveja Brasil pesa nos resultados

O segmento de cervejas no Brasil teve queda de 9% nos volumes, o menor patamar para um segundo trimestre desde 2020. A companhia justificou esse desempenho com o clima adverso, especialmente em junho. Ainda assim, a estratégia de aumento de preços foi marcante e pode ter afetado a participação de mercado. A receita por hectolitro subiu 6% ano a ano, comportamento atípico para esse período. Essa tática, segundo a empresa, preparar o terreno para um segundo semestre com custos maiores.

Entretanto, o mercado se pergunta se haverá espaço para novos aumentos, dado o ambiente competitivo e o impacto na participação de mercado. A empresa colocou à prova seu portfólio de marcas como há muito tempo não se via, e os resultados do 2T25 da Ambev mostram que o equilíbrio entre preço e volume será desafiador.

Outros mercados no radar dos resultados do 2T25 da Ambev

Nos demais segmentos, os resultados do 2T25 da Ambev também revelaram tendências similares: controle de despesas ajudou na preservação da margem EBITDA, apesar da fraqueza nas receitas. O CAC apresentou sua maior margem para um segundo trimestre em seis anos, mesmo com queda de volume. O Canadá teve leve recuperação (alta de 1%), mas segue historicamente baixo. Na Sul (LAS), os volumes parecem ter se estabilizado após choques macroeconômicos na Argentina, mas as margens caíram. Já a unidade NAB desacelerou em volume frente a comparativos mais difíceis.

Perspectivas após os resultados do 2T25 da Ambev

Com base nos resultados do 2T25 da Ambev, os analistas mantêm uma postura cautelosa. A estratégia da empresa para o segundo semestre será fundamental, especialmente em relação ao comportamento dos concorrentes como Heineken e Grupo Petrópolis, que podem responder de forma mais agressiva. A nova gestão aposta em um modelo de crescimento baseado na otimização do portfólio atual, e não mais na inovação.

Apesar de margens saudáveis, o cenário para os próximos trimestres exige atenção. O valuation segue pouco atrativo, com um múltiplo P/L de 14x para os próximos 12 meses. Por isso, a recomendação de diversas casas de análise continua neutra.

Os resultados do 2T25 da Ambev reforçam que o equilíbrio entre rentabilidade e participação de mercado será a chave para o desempenho da companhia em 2025.

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